terça-feira, 2 de abril de 2013

Cirurgia ortognática resgata a harmonia da face

Texto publicado na Página do Hospital Araucária no Facebook:

Má oclusão dentária, falta de simetria no rosto, acidentes. Vários são os fatores que podem gerar um incômodo – por vezes até necessidade – que só pode ser corrigido pela cirurgia ortognática. Uma especialidade da odontologia, o procedimento restabelece um padrão facial normal em pacientes que apresentam um desenvolvimento ósseo facial fora do ideal ou que sofreram fraturas em decorrência de acidentes.

Queixo proeminente ou retraído, olhos e malares desalinhados, mandíbula e/ou maxila desproporcionais. As reclamações chegam das mais diversas formas ao consultório do Doutor em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, Daniel Gaziri, especializado em cirurgia ortognática. Ele explica que o procedimento tem cinco objetivos: buscar a simetria facial, a função mastigatória e a saúde da ATM, restabelecer uma oclusão, melhorar a função respiratória e a estética da face. “Para ser bem indicada, ela precisa buscar corrigir esses pontos”, afirma.

Na maioria dos casos, o problema faz com que os dentes estejam mal posicionados e o paciente sinta dor, que pode vir acompanhada de desgaste articular e até no osso. Por isso nem sempre a ortodontia consegue resolver. “A ortodontia movimenta os dentes para lugares onde tenha osso, mas se a base óssea não está correta, não vai funcionar. Nesses casos a correção é cirúrgica”, define.

A idade mínima para fazer o procedimento é quando termina o crescimento ósseo, que varia de pessoa para pessoa, mas gira em torno dos 17-18 anos. Mas não há limite máximo, o objetivo é dar qualidade de vida ao paciente, devolver a funcionalidade que muitas vezes incomodou ao longo de toda a vida. “A dor é um dos sintomas principais, muitas vezes ligada aos músculos da mastigação e à ATM”, explica.

A desarmonia facial leva invariavelmente a problemas nos dentes, que não se encaixam perfeitamente. Dr. Gaziri diz que o maior objetivo é aliar a estética à função. Mas conta que alguns pacientes procuram também pela estética facial, para buscar a harmonia no rosto. Para chegar a esse ponto, ele faz diversas medidas, observa os ângulos, distâncias em todos os sentidos no rosto.

Um software em 3D auxilia nessa etapa, reproduzindo o crânio do paciente. Com base nesse molde perfeito – pois é do próprio paciente – é possível buscar a melhor técnica para se chegar a um resultado satisfatório. “Toda a face é estudada, realizamos alterações precisas para devolver a harmonia, a simetria e a estética. Tudo é milimetricamente planejado”, resume.

Segundo o cirurgião, a pele e os músculos são os responsáveis por “vestir” os ossos de nosso rosto. Se eles não estão posicionados de forma correta, vão gerar assimetrias. Dr. Gaziri frisa que esse tipo de procedimento só pode ser realizado em ambiente hospitalar. “Tem que ter anestesiologista e estrutura de suporte à vida, isso só um hospital oferece e é isso que garante segurança e conforto para paciente e equipe”, indica.

Além de devolver a funcionalidade à boca e músculos do rosto, a cirurgia tem ainda outro grande benefício: “ela melhora autoestima e devolve a segurança ao paciente”, finaliza o especialista.